Hoje, vamos tratar do maior grupo latino-americano de integração: a ALADI – Associação Latino-Americana de Integração. A ALADI representa 20 milhões de quilômetros quadrados e mais de 510 milhões de habitantes. Vamos conhecê-la melhor? 

 

O que é a ALADI?

 

A Associação Latino-Americana de Integração – ALADI foi instituída em 1980 pelo Tratado de Montevidéu e incorporada ao ordenamento jurídico nacional pelo Decreto Legislativo nº 66/1981. A ALADI busca dar continuidade ao processo de integração econômica iniciado em 1960 pela Associação Latino-Americana de Livre Comércio – ALALC. 

 

Este processo visa a implantação, de forma gradual e progressiva, de um mercado comum latino-americano, caracterizado principalmente pela adoção de preferências tarifárias e pela eliminação de restrições não-tarifárias.

 

Países membros da ALADI

 

A ALADI reúne treze países-membros:

 

  • Argentina;
  • Bolívia;
  • Brasil;
  • Chile;
  • Colômbia;
  • Cuba;
  • Equador;
  • México;
  • Paraguai;
  • Panamá;
  • Peru;
  • Uruguai;
  • Venezuela. 

 

aladi

 

Objetivos da ALADI

 

A ALADI foi criada com o objetivo de:

 

  • reduzir e eliminar gradativamente as barreiras ao comércio recíproco de seus países-membros;
  • incentivar o desenvolvimento de vínculos de solidariedade e de cooperação entre os povos latino-americanos;
  • promover o desenvolvimento econômico e social da região de forma harmônica e equilibrada, a fim de garantir um melhor nível de vida para seus povos;
  • renovar o processo de integração latino-americano e estabelecer mecanismos aplicáveis à realidade regional;
  • criar uma área de preferências econômicas, com como objetivo final de estabelecer um mercado comum latino-americano.

 

Quais os princípios da ALADI?

 

O marco jurídico constitutivo e regulador da ALADI é o Tratado de Montevidéu de 1980 (TM80), assinado em 12 de agosto de 1980. O Tratado estabeleceu os seguintes princípios gerais:

 

  • Pluralismo em matéria econômica e política.
  • Convergência progressiva de esquemas sub-regionais e acordos bilaterais, com o intuito de criar um mercado comum latino-americano.
  • Flexibilidade.
  • Tratamentos diferenciais segundo o nível de desenvolvimento dos países-membros.
  • Multiplicidade nas formas de concertação de instrumentos comerciais.

 

Alteração de cotas tarifárias de importação da ALADI

 

Tendo em vista a publicação da Portaria SECEX nº 108, de 25 de agosto 2021 (D.O.U. 26/08/2021), a partir de 2 de setembro de 2021 haverá alteração de procedimentos referentes ao controle de cotas tarifárias de importação previstas em acordos comerciais celebrados com países integrantes da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI).

 

Primeira Mudança

 

Refere-se à dispensa da exigência de licenciamento não automático no tratamento referente a cotas tarifárias para as importações a seguir descritas:

 

I – amparadas pelas cotas de importação de veículos originários da Argentina de que tratam os artigos 9º e 10 do Quadragésimo Quarto Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica nº 14, subscrito entre a Argentina e o Brasil (ACE 14);

 

II – amparadas pelas cotas de importação de produtos automotivos originários do Uruguai de que trata o artigo 5º, II do Septuagésimo Sexto Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica nº 2, subscrito entre o Brasil e o Uruguai (ACE 2); e

 

III – amparadas pelas cotas de importação de produtos automotivos originários do Paraguai de que tratam os artigos 7º, 8º e 9º do Primeiro Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica nº 74, subscrito entre o Paraguai e o Brasil (ACE 74).

 

Segunda Mudança

 

Refere-se à forma de preenchimento dos pedidos de Licença de Importação (LI) envolvendo cotas de importação de arroz originário do Suriname, de que trata o artigo 5º do Acordo de Alcance Parcial de Complementação Econômica nº 41 (AAP nº 41). Nos pedidos de LI que se enquadrarem nesta situação, o importador deverá fazer constar:

 

  1. a) Na ficha “Mercadoria”: O código 041 no campo “Destaque NCM”, e, no campo “Especificação”, além da descrição detalhada do produto a ser importado, a indicação da base legal que pretende utilizar na operação, da seguinte forma: “Margem de preferência intracota de __ %, conforme disposto no AAP 41”;

 

  1. b) Na ficha “Negociação”: O código 1 no campo “Regime de Tributação”, e, no campo “Acordo Tarifário”, selecionar “SGPC”; e

 

  1. c) No campo “Informações Complementares”, da ficha “Básicas”, que o produto é originário do Suriname, conforme as regras de origem preferenciais contidas no Acordo de Alcance Parcial de Complementação Econômica nº 41 e que se compromete a apresentar à SUEXT, quando solicitado, em até 30 (trinta) dias contados a partir da exigência formulada no SISCOMEX. 

 

A documentação que comprova o efetivo embarque da mercadoria no exterior, bem como o Certificado de Origem Preferencial, emitido conforme as regras de origem previstas no AAP nº 41.

 

Fonte: Siscomex, ALADI, Faz Comex 

 

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